Logo no seu início, o governo interino de Michel Temer foi criticado por não representar minorias. Com pouquíssimas mulheres nos ministérios, o presidente em exercício acabou com o Ministério das Mulheres, da Igualdades Racial e dos Direitos Humanos – todos os assuntos que tangem esses temas, hoje, são discutidos no Ministério da Justiça e Cidadania.

Dilma, apesar de ser a primeira presidente mulher que o Brasil já teve, também fez pouco pela igualdade de gêneros. Em relação à representação de minorias, a atuação da petista deixou a desejar. A presidente só se aproximou nos movimentos sociais, por exemplo, quando precisou de apoio para não sofrer impeachment.

O poder público, nos últimos anos, preferiu priorizar a área econômica do Brasil e deixou de lado o âmbito social. Em contrapartida, o debate sobre representatividade tem crescido muito na sociedade como um todo. Formas de descriminação, como o racismo e o machismo, são cada vez menos toleradas. Mesmo assim, os governantes não consegue entender os caminhos que a população brasileira está traçando.

Por outro lado, parece que as marcas estão entendendo as tendências sociais. A Heineken, por exemplo, criou um comercial cuja principal mensagem a ser transmitida era que mulheres podem gostar tanto de futebol quanto homens – e o Brasil aplaudiu de pé.

A campanha #RespeitoisON, da Skol, foi criada em homenagem ao Dia do Orgulho LGBT, comemorado no dia 28 de junho. A mensagem é a importância da união das minorias para ganharem seu espaço na sociedade. Em 2016, a Skol também foi a marca oficial da Parada do Orgulho LGBT.

As duas iniciativas chamaram atenção porque os comerciais de cerveja são conhecidos por serem sexistas e bastante excludentes.

A Avon também ganhou espaço do cenário da representatividade por causa de um comercial chamado #sintanapele. O vídeo tem ícones do movimento LGBT como Liniker e Elke Maravilha, além de usar homens em um comercial sobre maquiagem.

Há quem critique o uso que as marcas fazem da luta das minorias para chamar atenção e ganhar dinheiro. Mas, pelo menos, elas são capazes de perceber as tendências da sociedade atual, a necessidade de um mundo mais tolerante e com menos preconceito e desigualdade.

Enquanto isso, no Congresso aparecem propostas de lei para acabar com qualquer tipo de aborto – até mesmo para mulheres mulheres que foram estupradas.

Não é exclusividade de nenhum governante: a geração de políticos que dominam o Brasil não conseguem enxergar qual a realidade de hoje, não entendem qual espaço as minorias devem ocupar e que seus direitos devem ser aumentas, não diminuídos.

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