2016 definitivamente foi um ano para entrar na história. Talvez seja difícil definir se por bem ou por mal, mas que este foi um ano fora do comum, foi. Um fato que mostra o quão diferente ele foi é que, chegando a seu último mês, ninguém comentou “o quão rápido ele passou”, como se faz usualmente. 

O ano que chega ao fim hoje ficará marcado pelo acirramento das discussões e a divisão entre as pessoas. Uma reportagem da Veja São Paulo destacou a quantidade de assuntos que dividiram os habitantes desse planeta (e desse país, logicamente): impeachment, eleições municipais, eleições presidenciais americanas, uber x taxi, Marvel x DC, milkshake de ovomaltine do Bob’s x milkshake de ovomaltine do Mc Donalds… Se por um lado é importante abandonar a passividade e adotar uma postura ativa em qualquer processo decisório, por outro é tão importante quanto perceber que todos podemos estar errados em algum momento, e aceitar que somos falíveis. Abandonar a prepotência e a agressividade é uma lição que aprendi a duras penas esse ano, e nesse ponto é importante fazer um mea culpa

Aprendi o quanto somos uma parte insignificante de um todo muito maior. Que muitas vezes vestimos a camisa, abraçando o mais forte possível uma causa, podendo dessa forma gerar tantas dores de cabeça e inimizades desnecessárias. A tragédia do avião da Chapecoense trouxe união a muitos times, em prol de um objetivo comum, abandonando o egoísmo com o qual costumam perseguir seus fins. Desse episódio deveríamos aprender mais. Não havia nenhum manto em especial senão o da humanidade.

Todas essas palavras parecem fáceis e repetidas, mas são muito verdadeiras. Se 2016 foi um ano ótimo ou péssimo, não sei. O que trouxe de bom foi permeado por muitas atitudes tóxicas que eu queria eliminar para o ano que vem. Sejamos mais tolerantes e mais solidários.

Construamos pontes e não muros. A clássica música Don’t Dream It’s Over do grupo Crowded House termina com uma mensagem simples:

 

When the world comes in

They come, they come

To build a wall between us

We know they won’t win

 

Não deixemos que esses sentimentos nos consumam. Os muros que construirão, tentando nos dividir não podem ganhar. Esse é um compromisso que assumo para o próximo ano. E fica a sugestão para todos que quiserem um pouco mais de leveza na alma. 

 

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