Agosto de 2017, o golpe já foi dado, está totalmente exposto e hoje o presidente Michel Temer está na berlinda durante a votação para aprovação da investigação sobre ele após a denúncia do Procurador Geral da República e, como nunca antes na história do país, um presidente em exercício é pêgo em corrupção durante o exercício. Aí voltamos 2 anos no tempo e lembramos dos vergonhosos movimentos pró-impeachment da Dilma e encontramos o “coxinha”.

Apesar de ter nascido como substituição do termo popular “mauricinho”, que já era substituto do termo “almofadinha”, “coxinha” é a pessoa de classe-média alta ou rica que se destacava por ser aparentemente uma soma de “caxias” (outro termo velho que virou “CDF” mais tarde) com “certinho” de direita, religiosos com deus e a família que não exercia sua brasilidade malandra, ou deixava-se ser flagrado quando o fazia.

Depois do “despertar do gigante” em 2013 o frenesi do analfabeto político precisava ser direcionado e foi quando organizações de direita e extrema-direita se organizaram para criar “novos e apartidários” grupos de interação digital que clamavam por atitudes que iam desde o retorno à ditadura militar até uma pseudo renovação do espectro político utilizando de sucessores ideológicos dos próprios políticos corruptos agora na baila das investigações da Lava-Jato, parcialmente defendida por esses subprodutos dos partidos de situação, agora no poder.

 

É aí que entra a importância do coxinha. O coxinha é um idiota no sentido político, um analfabeto no sentido acadêmico e um otário no sentido malandro. Um idiota com voto obrigatório e muito orgulho dos seus erros. Por ser um conservador, não admite as falhas e quando enganado mantém seu “ponto de vista” e não aprende com os erros, pois evolução para eles é coisa de esquerdopata e ateu.

Não é a toa que não há protestos contra o governo atual, mesmo que todos eles sejam réus em crimes que inundam os jornais, escutemos áudios comprometedores e assistamos o assessor do presidente correndo com a mala da propina para a chantagem do outro corrupto preso para que não delatasse os comparsas, o mesmo que aprovou o processo de cassação da presidente que não é réu em nenhuma investigação, mas foi condenada politicamente por seus traidores com amplo apoio desses coxinhas, que queriam que o presidente fosse outro réu em várias investigações na Lava-Jato, que tanto idolatram, com parentes presos e áudios comprometedores, até com ameaça de morte, que perdeu as eleições e se juntou ao vice traidor.

 

Perceba: o coxinha foi contra a presidente sem crimes e votou no réu por corrupção, apoiou o impeachment da presidente inocente (juridicamente) aprovado por outro réu e agora presidiário para que o réu e presidente atual assumisse o poder já com o vazamento de todas as provas do plano contra a democracia e a própria Lava-Jato que tanto adoram fosse interrompida.

Apesar do Procurador do MPF já ter declarado que o povo queria apenas o Fora Dilma e não o fim da corrupção, nenhum coxinha vai voltar atrás e assumir que foi enganado vergonhosamente pelos reais corruptos e que colocaram uma quadrilha, da pior espécie, no poder e que estão drenando todos os recursos do país para proveito próprio. Mesmo desempregado ou arruinado no próprio empreendimento, vendo hospitais e faculdades fecharem por falta de verba para a manutenção do país e sobra para jantares e emendas parlamentares para comprar apoio político para o presidente investigado, vendo servidores públicos sem salários e no aumento de impostos e cargos comissionados, mesmo vendo que foi traído e enganado, o coxinha não recua pois sua satisfação está na possibilidade de ver o Lula preso.

Mas sempre que o coxinha olhar para uma panela, seu caráter estará sendo posto à prova e mesmo que não admita, saberá que está enganado e foi injusto.

O maior erro é não admitir o erro para poder corrigi-lo.

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