Close. Abre-se um olho. Desta forma foi iniciada há doze anos atrás a primeira cena da maior série de todos os tempos.

O protagonista corre para praia e, assim como o espectador, esta confuso sem saber o que está acontecendo. O voo da Oceanic 815 havia acabado de sofrer um acidente do qual pouco se sabia o motivo. O motivo ao invés de ser explicado ficava cada vez mais distante de ser realmente revelado. A cada semana o público aguardava ansioso por novas informações, crentes de que aquela série iria nos dar mais respostas. Mas apenas iniciavam-se mais mistérios.

Mas o que tornava Lost a maior série de todos os tempos? Era o fato de haver um urso polar em meio a uma ilha deserta? Ou o balançar noturno das árvores com um som metálico que não se sabia ao certo se fazia algum sentido? Ou até mesmo números aleatórios que apareciam em todo lugar e se mostravam na verdade cada vez menos aleatórios?

A resposta esta contida em todos os mistérios da série. A curiosidade era o que atiçava tanto os espectadores. Fator esse que fascina a humanidade e nos move nos fazendo buscar sempre resolução para as coisas que parecem não ter lógica alguma.

 



Jack. Kate. Saywer. Todos os passageiros do voo 815 nada mais eram do que cada um de nós, perdidos em uma ilha chamada vida onde nada parece certo ou fazer sentido, onde a cada novo mistério desvendado dois novos são revelados. Onde um homem de fé pode acabar se tornando cético pelas dificuldades e um homem cético pode acabar crendo pelo simples fato das coisas ao final se encaixarem.

Em meio a turbulência não só do avião como também do roteiro que se mostrava, assim como o nome da série, perdido ao passar de algumas temporadas, Lost nos mostrou que mesmo assim é possível ao final tudo se encontrar. Personagens que nos aproximavam da tela por serem tão problemáticos, mas ao mesmo tempo tão humanos. Cheios de imperfeições mas também capazes de se unirem frente a necessidade.

Após alguns monstros, dentre os quais os humanos sempre os piores, as respostas foram finalmente surgindo e aos poucos a turbulência foi se transformando em um pouso suave em que nós espectadores, chegamos ao final de uma viagem da qual nossas vidas jamais seriam as mesmas. O final de uma jornada em que ao invés de perdidos, encontramos a nós mesmos. E outra vez, assim como na vida, a série ilustrou em sua última cena como tudo termina.

Close. Fecha-se um olho. Desta forma foi encerrada há seis anos atrás a última cena da maior série de todos os tempos.

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