O ano de 2016 nos mostrou muita coisa. Muitas mudanças. E no maior de seus sentidos um interesse social não prestado antes. Interesse esse que gerou principalmente discussões nas redes sociais e muito hype. O brasileiro abriu a boca, pra mostrar que manja de política e que se preocupa com o Brasil.

Mas será que as intenções eram tão boas assim? 

O ano trouxe uma derrota assustadora para a esquerda brasileira com a perda do poder político do PT e sua substituição no cenário político pelo PMDB. Trouxe Michel Temer e a história da sua esposa “bela, recatada e dor lar”, o que ascendeu a chama feminista pra discutir esse assunto e dizer que ninguém tem que ditar quem as mulheres devem ser ou fazer, e que isso foi um marketing bem clichê. Falando disso, o feminismo ficou nos trends em muitos assuntos. E é preciso entender esse movimento. Mesmo que, como ressaltado por muitos, diferente do de antigamente, fazer o que, estamos mais modernas. Trouxe as políticas de corte e de teto de gastos. Reforma na Ensino Médio. Até mais Filofia. Trouxe no cenário paulista, João Doria e sua missão, reconhecida por muitos como estratégia de populismo barato, de se vestir de lixeiro e de limpar os muros da cidade. Trouxe no cenário carioca, Marcelo Crivella. E no cenário mundial, nada menos do que Donald Trump. Estamos esperando muita coisa acontecer.

Claro que, com tudo isso, rolou muita reclamação e mais treta na internet. Mas agora chegou a hora de parar de chorar, chorar de tristeza mesmo, de encarar isso como o fim do mundo e encarar isso como problemas a serem solucionados. Se os caras atuarem mal, vamos abrir a boca e expor isso daí. A internet trouxe isso nesse ano passado, a possibilidade de abrir a boca, mas sem dar muito a cara a tapa. Mas é assim que as coisas caminham por aqui. É assim que o Brasil fala. Vamos debatando no facebook, escrevendo uns textos e nos entendendo, ou não.

2017 mal começou e os nervos já saltaram novamente, Teori Zavascki, ministro do STF e relator da Operação Lava Jato, morto em uma acidente. Acidente? E saltaram teorias de conspiração. Corretas ou não. A verdade é que isso já acelerou o coração de uma galera. O que poderemos fazer? Alguém está a salvo? 

2017 tem muito pelo frente. Mesmo assim não é tão temido quanto 2018, ano de novas eleições para a presidência da pátria amada e as apostas de quem ocupará o cargo de presidente. 

Como estamos Brasil? Na vontade de pular diretamente pra 2018? Ou na vontade de que 2017 passe bem devagar para que a gente possa continuar a discutir bastante e apontar tudo o que achamos de ruim? 

Prefiro que continuemos caminhando nessa trilha. Tentando conversar uns com os outros. Galera da direita, do centro ou da esquerda, vamos conversar! Vamos nos entender, não vamos esquecer dos que não tem vozes, dos que não tem nada, mas também não vamos esquecer de nós e do que acreditamos. É possível achar uma solução que agrade a todos? Provavelmente se sim, não será fácil. Então vamos nos conectar e trazer pra 2017 a mesma evolução e preocupação que 2016 trouxe, com um pouquinho mais de paciência e respeito.

Bora tentar Brasil, o futuro já é amanhã.

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