Nós brasileiros somos reconhecidos pela nossa simpatia, tolerância para com diferentes culturas, criatividade, flexibilidade e pela forma passional como vivemos a vida.

Muitas das pessoas que saem do Brasil para morar fora dizem a mesma coisa: o que mais sentem falta do Brasil é o brasileiro.

É fundamental, antes de mais nada, aprender a valorizar a nossa brasilidade. Quando temos a nossa auto-estima elevada, cuidamos melhor de nós mesmos e exigimos mais dos nossos políticos.

Por outro lado, a nossa cordialidade (no sentido que foi dado por Sérgio Buarque de Holanda, de um povo que age pelo coração), nos últimos tempos, tem aparecido muito mais na forma de raiva em redes sociais e intolerância política do que de gentilezas.

Isso é algo que precisa mudar já que essa polarização toda serve muito mais para dar cabo às nossas angústias do dia a dia do que para nos levar para um caminho melhor. Para que o Brasil se torne um país melhor, é necessário respeitar e ouvir tanto o empresário que tem dificuldades de manter o seu negócio pelo excesso de impostos cobrados pelo estado, quanto o usuário de crack que sofreu com as diversas injustiças da nossa sociedade até chegar onde está.

Um país melhor será feito com diálogo.

Mas tudo isso parece muito abstrato. Como trazer essas mudanças na prática?

Seguramente muitos outros artigos vão apontar a mesma solução: a educação.

Acredito em um currículo escolar que não tenha foco apenas no vestibular, mas que também nos prepare para esses diálogos do futuro.

Precisamos que as crianças aprendam desde cedo o que é sustentabilidade, cidadania e tolerância e que entendam que esses conceitos não estão relacionados à nenhuma visão política específica. Precisamos ensinar e valorizar as diferentes culturas presentes no país ao mesmo tempo que ensinamos a respeitar as culturas de fora.

É um projeto de longo prazo, mas que garantirá que os adultos do futuro tenham os conceitos básicos de diálogo e a auto-estima que os adultos de hoje não tem.

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