O que tinha de ruim a ser dito sobre Pokémon Go já foi dito por muita gente. A primeira reação das pessoas mais velhas, que não são o público alvo do jogo de realidade aumentada, foi dizer o quanto nós, jovens, somos escravos da internet, das redes social e da tecnologia.

Parece que é muito difícil falar bem da nova moda da internet, o que não é verdade. O complexo de vira-lata dos brasileiros faz com que o único ponto a ser levantado sobre as buscas de Pokémons pelas ruas das cidades seja o roubo de celular. Mas não é só isso. Definitivamente não é.

O primeiro ponto interessante a se observar sobre o novo jogo é que ele indica por qual caminho a tecnologia vai seguir. A realidade aumentada chama atenção, todos querem participar, brincar, entender o que está acontecendo. Pessoas que nunca tinham se interessado por Pokémon baixaram o aplicativo para saber do que se tratava, como era ver os monstrinhos virtuais no cenário real. O jogo é a nossa dica sobre o que a tecnologia nos trará no futuro, sobre o que interessa ao público.

Diferentemente das redes sociais, o app obriga quem está interessado a sair de casa. Não dá para jogar Pokémon GO parado, para melhorar, passar de nível, chocar ovos, encontrar pokestops e, mais importante ainda, encontrar Pokémons, é preciso andar na rua – coisa que muita gente não costuma fazer.

O preconceito com pessoas que jogam o novo game é grande (assim como com tudo que é diferente, infelizmente). Quem não joga Pokémon acha que quem joga só faz isso o dia inteiro. E é óbvio que não. Quem passa o dia caçando os monstrinhos não tem outras obrigações durante o que, quem tem, não joga o tempo todo.

Além de tudo isso, o que nós, leigos em Pokémon não sabemos, é que tem quem nunca tenha parado de jogar aquele Pokémon original, das fitinhas da Nintendo para Gameboy. É pura ilusão achar que, em algum momento, o jogo morreu: ele continuava ai, de forma mais discreta.

O aplicativo é divertido, é legal (apesar de gastar muita bateria e internet). Claro que, em exagero, faz mal, como tudo na vida. Mas critica Pokémon quem é incapaz de entender o jogo e o que ele representa para o futuro.

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