Não é uma tática nova, a que foi usada nas últimas eleições de forma mais acentuada. A história é cíclica e ou aprendemos com ela, ou vemos ela se repetir. Imperadores como Cesar e Napoleão usaram dessa estratégia em busca de novos e mais vorazes seguidores. Até Maquiavel já cita no livro “Arte da Guerra” que o capitão deve se esforçar ao máximo para dividir a força do inimigo. De outro lado para combater o ódio à opressão Czarista, Stalin usa da mesma moeda.

Essa divisão criada no Brasil nos últimos tempos, não foi obra de acaso. Os políticos daqui, estão cada vez mais encarando as disputas eleitorais como guerras, e cada vez menos se importando com as consequências de suas atitudes. O resultado de toda essa falta de escrúpulos foi vivido pela Dilma, que ficou no poder engessada pelos congressistas de oposição (que passou a ser tudo que não era seu partido). A partir daí o tiro saiu pela culatra, pois muitos apoiadores do Impeachment usavam como argumento essa crise política e a falta de capacidade da presidente da época em negociar ou dialogar.



Essa divisão entre direita e esquerda no Brasil, só interessa aos maus políticos. Eles são defendidos cegamente por grande parte das pessoas que simplificam algo complexo, como a política de um país, para um tema só, a economia. São dois lados da mesma moeda desgastada, suja e sem valor. Esquecem-se ou se justificam crimes, em nome de um “bem maior”, até a democracia fica ameaçada diante de tanto ódio daqueles que defendem uma doutrina com tanto fervor.

O primeiro passo para qualquer reconciliação, sempre é tentar entender o ponto de vista do outro. Tendo em vista que o interesse de todos é comum, o bem maior do país como um todo, muitos apostaram que a melhor maneira de se incentivar o diálogo entre todos seria através do exemplo. Alguns políticos apostando nisso, até buscaram esse diálogo inicial como FHC e Lula, mas o ódio criado principalmente pela publicidade de João Santana ainda perpetua.   

Acredito que ódio e ignorância caminhem juntos. O melhor meio de se incentivar o diálogo seria uma educação política real, sem viés. No qual se entendesse mais profundamente os papéis, as consequências e quais as propostas de cada partido. Os políticos deveriam publicar as suas propostas com antecedência e assim veríamos que a diferença entre eles é mínima. Cada vez mais podemos ver que no Brasil, infelizmente, se usa da ideologia para chegar ao poder e não o contrário.

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