O juiz Murillo D’avilla Vianna Cotrim condenou o Estado de São Paulo a pagar indenização à jovem atropelada por policial em protesto em 2014.

No primeiro semestre de 2014 uma jovem foi atropelada dolosamente por um policial quando voltava das manifestações no Rio de Janeiro contra a realização da Copa do Mundo.

Na ocasião, a jovem caminhava pela calçada, quando um policial que pilotava uma moto, subiu na calçada e a atropelou pelas costas.

A jovem que na época entrou com ação judicial, teve como resposta da Fazenda Pública que o Estado não se responsabilizaria pela ação do policial. Porém o juiz não aceitou a resposta do Estado, já que o dolo da ação foi claro, e condenou o Estado á indeniza-la em R$10 mil.

A ação ainda cabe recurso.

 

Policia Militar e manifestações populares

O caso acima é apenas mais um dentre os muitos registros de abuso de força policial em manifestações.

Em 2013 durante as manifestações, a repórter da Folha, Giulliane Vallone foi atingida por um tiro de bala de borracha, a queima roupa, disparado por um policial da tropa de choque da PM.

O mesmo aconteceu com o fotógrafo Sergio Silva, que chegou a perder a visão e segundo o juiz Olavo Zampol Júnior, a vítima foi “culpada” por assumir o risco de ser alvejado em caso de confronto ao se colocar entre manifestantes e a polícia.

Para André Vianna, coronel da reserva da Polícia Militar e consultor de atividades de Forças Policiais e de Segurança do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, “para atuar na ordem pública a polícia tem que ter hierarquia e disciplina”, mas será que estamos no caminho certo?

De acordo com um levantamento realizado pela ABRAJI (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) junto ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, 300 jornalistas foram agredidos em manifestações entre 2013 e 2015. As agressões foram desde apreensão de equipamentos até espancamentos.

Em entrevista, ao ser questionado sobre o tratamento que a polícia militar dispensa aos profissionais da imprensa, André Vianna disse que “a formação da polícia é para respeitar a todos em igualdade de condições. Nas manifestações, há uma diversidade de pessoas que estão lá em razão da profissão, desde jornalistas até enfermeiros então todos tem que ser tratados de maneira igual perante à lei. Eu desconheço instituição que dê tratamento específico para tratar o profissional A, B ou C de maneira distinta”

 

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