Por Caio Pinotti

Em seis dias ao que tudo indica o povo paulistano vai demonstrar nas urnas que Fernando Haddad foi um dos piores prefeitos da história da cidade de São Paulo. O pintor oficial de vias vai finalmente entender que sua administração não poderia ter sido feita apenas para agradar a intelectualidade de esquerda de Alto de Pinheiros, Jardins, Perdizes e arredores.

Não vamos aqui falar que pintar ciclo faixas e faixas de ônibus são coisas ruins, o bom senso já nos diz que essas atitudes tendem a trazer melhorias para a qualidade de vida na cidade em sua essência, mas é muito pouco para quatro anos de administração da maior e mais rica cidade do Brasil.

Fernando Haddad é incapaz de reconhecer qualquer tipo de erro. Segue a risca a cartilha que seu partido adotou nas eleições de 2014, os erros são das administrações anteriores ou do Governo do Estado, os acertos são seus. Incapaz de fazer uma autocritica com o caos em que se transformou a cidade nos últimos anos, o Prefeito governa para os seus, entra no ciclo vicioso de elogios que seus partidários lhe fazem e toma eles como base para avaliar sua administração, as críticas são sempre injustas para ele.

Ciclofaixas, faixas de ônibus, a indústria da multa e a Avenida Paulista fechada aos Domingos, este é o resumo da obra de quatro anos de administração da cidade de São Paulo. Em sua campanha ele é capaz de falar em luz de Led na periferia para tentar demonstrar que fez alguma coisa por lá, trata as pessoas que efetivamente o elegeram em 2012 como ingênuas ao ponto de continuar o apoiando mesmo depois de ele as ter esquecido após ganhar as eleições.

Haddad foi eleito pela Periferia e governou para a esquerda dos bairros nobres e é por isso que não irá se reeleger. Não fez nada pela maior parcela da população que o elegeu e fez tudo para desagradar as regiões da cidade onde ele jamais seria eleito mesmo que resolvesse pintar uma ciclovia de ouro.

O resumo de sua obra é péssimo, administra por ideologia e apenas para agradá-la. Eram necessárias faixas de ônibus? Sem dúvida. Foram feitos estudos suficientes para implementá-las? Entendemos que não, caso contrário, não veríamos faixas de ônibus em lugares em que passam pouquíssimas linhas e onde a funcionalidade de uma faixa durante os horários de pico seria mais do que suficiente.

Alguém duvida que as bicicletas deveriam ser estimuladas? Obviamente que não, mas temos que levar em conta as críticas e reclamações dos que acham que gastar milhões para pintar uma ciclovia em uma rampa de 45º de inclinação é um absurdo.

Ninguém também dúvida da eficácia dos radares na prevenção de acidentes, mas será que eles deveriam ser usados para arrecadar, para enganar os motoristas com pegadinhas e agentes da Prefeitura escondidos para multar? Não seriam melhores radares efetivamente educativos como lombadas eletrônicas em locais de grande circulação de pedestres para que os motoristas ficassem mais atentos e diminuíssem suas velocidades? Se não queremos ser multados é só andar devagar eles desdenhavam.

Mas nenhuma dessas perguntas foram feitas pelo apoiadores do Prefeito. Haddad e seus admiradores estavam em êxtase: finalmente um Prefeito estava conseguindo incomodar a “maldita” classe média “golpista“ e “retrógada”, finalmente um progressista iria transformar nossa cidade na Amsterdam brasileira. Nenhuma pergunta deveria ser feita, qualquer crítica era digna de uma pessoa que queria o retrocesso da cidade, coisa de gente com a mente atrasada. Questionássemos sobre os perigos de a Prefeitura estar pagando usurários de crack sem antes dar a eles o devido tratamento e éramos no mesmo instante lembrados de que na Europa até seringas são distribuídas. Na lógica perversa, se somos contra somos atrasados. Falar das ciclo faixas tornou-se pecado capital. Levantar qualquer questionamento sobre radares de 50km/h numa via expressa como a Marginal Tietê então e só faltava sermos queimados como hereges pela Inquisição politicamente correta. A verdade é que nos últimos anos a cidade não se tornou nem pior nem melhor, se tornou apenas mais chata.

Pois bem, as eleições chegaram e a turma do Prefeito Pintor se vê desesperada agora que viram que não possuem efetivamente nada para apresentar para a população mais carente e efetivamente não tem por que governaram para si e para a satisfação de seus egos inflados. Os que eles dizem defender foram no final do dia esquecidos. Será que eles já se esqueceram da GCM retirando cobertores dos moradores de rua no ápice do inverno? As luzes de Led deviam estar aquecendo mais os que dormiam no relento.

A esquerda em sua arrogância perderá mais uma eleição. Some-se a isso a presença de Haddad junto a Lula e a Dilma, responsáveis pelo buraco de imoralidade e crise econômica que a nação se encontra, sua brilhante idéia de que talvez Getulio Vargas, aquele mesmo que bombardeou São Paulo em 1932, merecia virar nome de rua por aqui, seus trotes nas redes sociais com comentaristas de rádio e você terá o candidato com a maior rejeição das eleições paulistanas de 2016.

São Paulo dirá um grandíssimo não à Haddad no próximo domingo, uma cidade tão plural não pode ter um Prefeito que queira empurrar sua agenda de maneira tão arrogante e autoritária. Que seja o primeiro passo em direção a uma nova São Paulo, mais democrática e efetivamente para todos.

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