Donald Trump é o novo presidente dos Estados Unidos. Até aí tudo bem. À primeira vista tudo parece normal, afinal, é um homem bem sucedido de sucesso empresarial que trouxe para a política o discurso da boa gestão, algo, que em um país como os EUA tende a ser muito apelativo. Entretanto, Trump foi o candidato mais odiado mundo a fora que já disputou uma eleição americana. Todos sabem suas opiniões controversas e xenofóbicas, mas poucos lembram o porquê do próprio partido republicano não o querer como presidente. Aí entramos na economia.

O blogueiro de Veja, Leandro Narloch, fez um post brincando com frases que poderiam ser tanto de Trump como de Dilma. Vou pegar cada fala e delimitar mais sobre.

– Proteger a indústria nacional aumentando em pelo menos 30% o imposto sobre produtos importados do México e da China.
– Desonerar a indústria, reduzindo a cobrança de impostos, mas sem cortar gastos sociais.
– Estabelecer uma cota mínima de peças nacionais para produtos fabricados no Brasil.
– Barrar acordos de livre-comércio com as grandes potências.

O Brasil desde a era Vargas optou por adotar o modelo de desenvolvimento conhecido como substituição de importações. Sendo assim, tentou fechar o mercado brasileiro através de impostos de importações elevados para que a indústria nacional prosperasse. Chegamos ao absurdo de termos uma “lei da informática” que proibia qualquer tipo de importação de computadores, atrasando absurdamente a tecnologia utilizada por pessoas e empresas. Desde o início do governo Collor, o Brasil passou por um processo de modernização através da abertura de seus mercados. Entretanto, a grande mudança parou no tempo e o Brasil ainda é um dos países mais fechados ao comércio exterior em todo mundo. Durante o governo do PT, buscou-se novamente desenvolver a indústria nacional através de incentivos fiscais, crédito subsidiado abundante e leis de conteúdo nacional. Tudo isso que Trump acha que vai funcionar em seu país.
Trump realmente é um bicho estranho, pois puxa o que os dois espectros ideológicos mais tradicionais tem de pior; se porta de maneira extremamente conservadora com imigrantes, beirando a uma xenofobia retrógrada contrariando a histórica miscigenação do povo americano. Entretanto, em termos de liberdade sexual para minorias, Trump já deu declarações de ser a favor de todos terem os mesmos direitos, entrando em colisão o conservadorismo de costumes do partido republicano. Para piorar, enquanto o partido republicano tende a ser mais liberal, Trump defende medidas protecionistas como vimos no texto acima. Realmente o novo presidente é um político pouco usual.

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