Historicamente, o Brasil começou mal. Os indígenas que aqui viviam perderam lugar gradativamente principalmente para os colonizadores portugueses, que também trouxeram escravos e parte da população que não era bem vista em Portugal.

Ao contrário do nosso vizinho de continente, os EUA, que eram uma colônia de povoamento, aqui nós éramos uma colônia de exploração.

Para piorar, nossa “liberdade” foi comprada: pagamos caro aos portugueses e aos ingleses. Iniciou-se desde então a nossa dívida externa (ou eterna).

Desde seu “descobrimento”, o Brasil passou a ser explorado até hoje, inclusive, em boa parte pelos descendentes dos primeiros exploradores. Vale destacar que fomos um país a acabar tardiamente com a escravidão. E será que acabou mesmo? Até hoje se tem notícias de trabalhos  análogos à de escravos no Brasil, inclusive, na principal capital, ou ninguém sabe que pela cidade de São Paulo há inúmeros bolivianos em fábricas de costura exercendo mão de obra praticamente escrava?

Passamos por regimes autoritários e hoje vivemos uma pseudodemocracia, ou seja, uma ditadura travestida de democracia. Duvida?

Em São Paulo, por exemplo, uma vez por semana a população é privada em alguns horários de circular com seu automóvel. E o direito de ir e vir?

Frequentemente, sindicatos organizam paralisações no transporte público e nas ruas, novamente, violando nosso direito de ir e vir.

Por culpa dos governantes, tanto por incompetência como por corrupção, pessoas morrem nas ruas, vítimas de violência, acidentes, nas filas de hospitais, etc.

Vemos que ao longo dos anos, no Brasil, mantém-se o mesmo sistema político equivocado e os mesmos governantes, ou seja, do jeito que está nada vai mudar.

No entanto, mesmo diante desse contexto histórico totalmente desastroso, o Brasil tem duas características que poucos países tem: um povo otimista, que não desiste nunca, que consegue ser feliz mesmo diante de tantos problemas, e temos o melhor clima do mundo, a melhor terra, aqui um passarinho planta uma árvore no meio do asfalto rachado.

Mas daí surge a grande pergunta: qual seria a proposta para fazer do Brasil um país melhor?

Será existe uma receita de bolo, que se for seguida à risca, levará o Brasil ao patamar tanto desejo por nós? Será que existe uma solução mágica? Claro que não. Se fosse fácil, já teria sido feito.

A minha proposta para fazer do Brasil um país melhor é uma proposta de curto, médio e longo prazo, mas consiste basicamente na conscientização da população, no debate, na troca de ideias, na mudança de paradigmas e ideologias, e principalmente, na educação.

A nossa educação atual nos prepara para sermos empregados, é uma ideologia de esquerda, falha, que não deu certo em nenhum lugar do mundo e não dará aqui.

Querem nos ensinar que o Estado é nossa mamãe, que pagando altos tributos, as coisas virão “de graça”.

Ora, quem melhor que nós mesmos para saber como gastar nosso dinheiro?

Enquanto acreditarmos que o Estado sabe o que é melhor para nós, não iremos evoluir.

Vamos a alguns exemplos:

A educação pública,  não é de qualidade e custa mais que a educação privada nas melhores escolas. A saúde pública também. Pagamos caro por um retorno baixo. Isso nunca tem solução justamente por que os governantes só pensam nos próprios interesses.

Qual a solução? Diminuir ao máximo os tributos, para que tenhamos maior poder de compra, para que possamos nós mesmos decidir de pagamos um plano de saúde, se pagamos consultas à parte, se pagamos seguro-saúde, seguro de vida, etc.

Ora, ao contribuir obrigatoriamente com o INSS, ficamos à mercê do Estado. Se o Estado decidir que só aposentaremos com 100 anos de idade, teremos que engolir, já que as manifestações populares não incomodam os governantes. E reze para não ter um acidente de trabalho ou alguma doença, senão terá que processar o INSS e possivelmente morrerá antes de ter a solução do seu caso.

Agora, faça um teste, simule a contratação de uma previdência privada com seguro de vida, verá que você pode escolher o valor que irá contribuir, o tempo de contribuição, com quantos anos irá sacar os rendimentos, se irá sacar de forma parcelada ou à vista, etc.

O mesmo com educação e saúde, compare os serviços públicos e privados. Não tem comparação.

Há, mas há quem defenda as universidades públicas. Quem realmente se beneficia de um curso de direito na USP ou de medicina na UNIFESP? Será que são os mais pobres?

Há soluções para isso também: você estuda onde quiser, se não tiver condições de pagar, daí o Estado paga por meio de vouchers. Pode ser feito tanto na educação como na saúde. No Brasil, isso foi conhecido na educação como PROUNI, Escola da Família, etc., e na saúde, recentemente em São Paulo como “corujão da saúde”.

O FGTS, por exemplo, é um direito que o Estado retém e lhe remunera em quantias inferiores à poupança, que por sua vez também possui uma rentabilidade ridícula.

Em resumo, o país deve focar na educação, mas em uma educação com viés mais liberal, sem radicalismos, mas que preze pela liberdade individual, na redução do tamanho do Estado, na redução de tributos, que ensine os brasileiros a pescar, dando condições para tanto, e não dando o peixe.

E como dar início a isso? No voto.

Não elege sempre os mesmos, não eleja políticos de ideologias ultrapassadas, tente arriscar em novas pessoas, em novas ideias, em pessoas não envolvidas com corrupção, em quem promete o impossível, não siga a “boiada”.

Pense em ser o senhor do seu destino, em empreender, em ser autônomo, estude, se informe, não seja alienado, não acredite em ideologias ultrapassadas que não deram certo.

Conclui-se, portanto, que a minha proposta para se fazer do Brasil melhor, em suma, é investir numa política educacional com viés liberal, pois o resto virá como consequência e o Brasil melhorará ao longo de tempo.

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