Nós estamos acostumados a condenar más decisões judiciais. Principalmente em São Paulo. Como a decisão da 4ª Câmara do Tribunal do Júri que anulou, ano passado, os julgamentos do Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992.

Mas um juiz se mostrou ao lado da população no início deste ano. Paulo Furtado de Oliveira Filho foi o responsável pela primeira derrota da dobradinha João Dória & Geraldo Alckmim em São Paulo. Anulou, com uma liminar, um reajuste que não mudaria a vida de quem mora bem e prejudicaria a vida de quem mora longe do centro urbano.

Confira aqui, o artigo “Ná prática, Bilhete Único Mensal deixará de existir”, escrito por Cesar Vieira.

“A discriminação parece ser injusta, pois a medida é mais benéfica a quem reside em locais mais centrais e se utiliza apenas do metrô, cuja tarifa básica foi mantida, mas revela-se gravosa a quem reside em locais mais distantes e se utiliza do trem e do metrô, cuja tarifa integrada foi aumentada acima da inflação”, escreveu na decisão.

Tem como alguém argumentar alguma coisa contra este juiz, nesta decisão? Mais: ele bagunçou com todo o midiatismo que está sendo feito pelo Dória, a ponte do Alckmim para Brasília em 2018. Veja o que ele escreveu, também, na liminar:

“Há ilações de que a manutenção da tarifa básica do metrô apenas se deu porque o Governador do Estado não queria arcar com o ônus político do reajuste, pois o candidato a Prefeito Municipal por ele apoiado e eleito declarou após as eleições que manteria o valor da tarifa básica do ônibus”.

Ave, Maria! Colocou o dedo na ferida!

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