Tal parece ser o novo lema do governo Temer.

Disfarçada de reforma da previdência, o que está em jogo com mais essa medida tomada pelo (des)governo Temer?

Estamos diante da mais explícita lógica de desmonte das garantias de um Estado social democrático de direito – ou seja, desmonte de como o Brasil é definido em sua constituição. Esta proposta, como a da Pec 55 que congela os gastos do governo durante 20 anos (o que significa um decréscimo no orçamento de pastas como saúde e educação, dado que a população do país é crescente) é mais uma forma que o governo encontrou de punir a pobreza.

Basta pensarmos que:

  • Um(a) trabalhador(a) braçal exposto(a) as intempéries de seu ofício. Alguém que trabalhe na construção civil ou agricultura, e que comece a trabalhar aos 16, terá sua aposentadoria apenas aos 65 – como se fosse possível para todos e todas trabalhar até essa idade com o mesmo vigor da juventude ;
  • Privilegia-se aqueles e aquelas que podem não depender da aposentadoria do governo, em nome de investimentos privados;

No ponto de indistinção entre a biopolítica (gerência de corpos e vida) e a necropolítica (gerência da morte), para um governo que começou com o lema proto-fascista ”não pense, trabalhe”, trabalhar até morrer é uma consequência direta.

ps: Clique aqui para ler artigo explicativo do Nexo Jornal sobre todos os detalhes da reforma da previdência.

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