Primeiramente vamos entender a palavra IDEOLOGIA: vem do Grego (idea + logia) e quer dizer ciência das idéias.

Ideologia é uma ciência que trata da formação das idéias e de suas origens.
Ideologia é um conjunto de idéias, crenças ou doutrinas, próprias de uma sociedade, de uma época ou de uma cultura.
Ideologia é um conjunto de convicções filosóficas, sociais, políticas de um individuo ou grupo de indivíduos. 

Uma ideologia pode ser boa ou ruim, depende do que ela aparenta pregar, do que ela realmente prega, e, se já executada, seus resultados. 

 

Marilena Chauí diz que “um dos traços fundamentais da ideologia consiste, juntamente, em tomar as idéias como independentes da realidade histórica e social, de modo a fazer com que tais idéias expliquem aquela realidade, quando na verdade é essa realidade que torna compreensíveis as idéias elaboradas.”
Karl Marx no entanto considera que ideologias são instrumentos de dominação que agem através do convencimento (não da força), de forma prescritiva, alienando a consciência humana e mascarando a realidade.

Agora vamos compreender o significado de GÊNERO, vem do latim: genus:

Biologia: categoria taxonômica que agrupa espécies relacionadas filogeneticamente, distinguíveis das outras por diferenças marcantes.
Literatura: cada uma das divisões que englobam obras literárias de características similares (dramático, épico, lírio)
Gramática: categoria das línguas que destringe classes de palavras a partir de contrastes como masculino/feminino, animado/inanimado, contável/não contável, etc..

Mas neste caso, gênero tem o significado de unir seres que possuem a mesma origem ou que tem alguma ligação pela similaridade de uma ou mais particularidades.

Unindo as palavras temos então: Um Conjunto de Idéias (boas ou ruins) Sobre a Unificação de Seres que Possuem Semelhanças Particulares (mais especificamente, genitais).

Conceito da Ideologia do Gênero, ou melhor dizendo, a Ideologia Sem Gênero.

“Ninguém nasce homem ou mulher, mas cada indivíduo deve construir sua própria identidade, isto é, seu gênero ao longo da vida. Homem e Mulher, portanto, seriam apenas papéis sociais flexíveis, independentemente do que a biologia determine como tendências masculinas e femininas, os chamados “papéis de gênero”

“Esta ideologia defende a ideia, segundo qual. não existe apenas a mulher e o homem, mas que existem também “outros gêneros”, e que as pessoas podem escolher um destes “outros gêneros”, ou até mesmo alguns deles.”

Agora, convido os leitores a viajar por dois períodos da pré-história. Onde já havia a separação de tarefas nas esferas sociais.

Falaremos inicialmente do período Paleolítico, ou Idade da Pedra Lascada, esse é o período mais extenso da história humana, não tínhamos técnicas sofisticadas, desta forma os grupos desenvolveram hábitos e técnicas que facilitavam sua sobrevivência em meio às dificuldades impostas pela natureza. Nesta época a separação social do trabalho já se iniciava: normalmente os Homens caçavam e garantiam a segurança dos acampamentos (pois geneticamente, os homens são mais fortes que as mulheres), e as mulheres cozinhavam, recolhiam frutos, ovos e raízes, cuidavam dos filhos e tratavam as peles.

O que se repetiu no período Neolítico, que foi marcado pela agricultura – que foi descoberta pelas mulheres – , os homens continuavam a se preocupar em obter alimento, pela caça e pesca, e a produção de utensílios para este. Enquanto as mulheres ainda cuidavam das crianças, tratavam o couro, fiavam lã, e preparavam utensílios domésticos com barro.

Mas, ao contrário do que vemos na história mais recente, a mulher tinha um enorme peso nas sociedades de todo o mundo pré-histórico, elas não dominavam de fato o grupo, mas a elas havia uma grande responsabilidade social por causa da fertilidade. Alguns historiadores afirmam que a sociedade nesta época era Matriarcal, desta forma, a mulher era a figura central. E outros dizem que a organização social era apenas Matricêntrica, isso por causa de sua inexplicável habilidade de procriar. As mulheres eram elevadas à categoria de Divindades.

Uma pergunta: Já que esta separação social existe desde muito antigamente (e também podemos observar em animais uma existência de separação social) será que existe uma diferenciação clara dos sexos Feminino e Masculino que possa explicar essa divisão?

Sim, os hormônios! Progesterona, e Testosterona, o hormônio do homem, e da mulher, respectivamente.

É impossível não prestar atenção durante a puberdade nas mudanças drásticas que ocorrem na diferenciação do corpo masculino em relação ao feminino. Inicialmente os dois gêneros tem alterações semelhantes (e opostas), como no tom da voz (mais grave para os meninos, menos grave para as meninas), pelos nas axilas (mais nos meninos, menos nas meninas) e nas genitais. Mas depois as alterações físicas ficam ainda mais claras, as meninas com o aumento do tamanho do seio, menstruam, e produzem mais gordura (por causa da fertilidade). Enquanto os meninos se deparam com pelos no rosto, músculos maiores e aumento dos testículos. Mas essas não são as únicas diferenças, talvez nem mesmo as mais gritantes, essas ocorrem no cérebro (também por conta dos hormônios., quanto mais hormônio do sexo oposto for produzido, mais a chance do indivíduo vir a ser homossexual,  essa produção pode ser decisiva tanto na infância quanto na adolescência).

Por sua vez é perfeitamente natural que exista uma diferenciação social nos papéis dos indivíduos fêmeas e machos, logo é perfeitamente racional que existam nomenclaturas distintas para cada um dos gêneros.

 

A questão é: qual o sentido de existir, ou não, uma Ideologia de Gênero? Qual a função benéfica de alterar fatos que são consumados desde que o mundo é mundo? Que mal trouxe a nós, humanos, o fato de mulheres serem geneticamente mulheres, e homens serem geneticamente homens (veja bem, a questão aqui não é a sexualidade, mas o gênero em si)?

“Mas a intenção desta PL (projeto de lei) é diminuir o preconceito existente entre homens, mulheres e gays. É empoderar as pessoas, e mostrá-las que não há um papel social natural, e que cada um pode ser o que bem entender!” Não! A intenção dessa PL é vitimizar o máximo de humanos possíveis dizendo que nada na vida é culpa das escolhas de cada um. Em nenhum momento há um “mandamento” dizendo que mulher tem que ficar dentro de casa, e homem trabalhar. Ou alguma lei que proíba homossexuais de se relacionarem. (Fica o adendo de que todos os direitos conquistados pelos homossexuais e pelas mulheres, jamais dependeram de uma lei que obrigava a colocar um X no final de palavras cuja função determina o sexo do mencionado).

Devemos levar em consideração que o corpo feminino é diferente do corpo masculino, e é somente por isso que definimos nomes distintos “Homem e Mulher”, “Menino e Menina”. E assim deve continuar a ser.

Ai então me aparece um sujeito transsexual dizendo que se a criança fêmea se sentir macho, ela tem o direito de ser chamada de João. Sim! Ela tem este direito se assim o fizer sentido! É claro que tem! Ninguém nunca disse que uma criança transgênero deve ser tratada contra a vontade dela a partir do seu sexo. Acontece que isso não muda o fato de que ela(ele) nasceu menina(ou menino), e até ela(ele) avisar aos pais, amigos, professores e quem mais ela conhecer para que a(o) chamarem de João (Maria), ela será tratada como aparenta. E ninguém tem o direito de refutá-la, afinal ela nasceu com essas “disfunção”, o que não é nada de mais. O que é “tudo de mais”, é querer generalizar essa porcentagem mínima de crianças transsexuais para as sete bilhões de pessoas do mundo inteiro.

 

A transsexualidade não é algo normal, ou melhor dizendo, não é a realidade da maioria, não é o comum, o esperado, e devido a este fato genético, esperado, comum, normal, devemos levar em consideração que as crianças devem aprender que existe uma diferença fisiológica que comprova a necessidade de denominações distintas.

Seria o Complexo do Menino Maluquinho? Ou somente uma oportunidade de criar uma nova cultura socialista, onde tudo e todos são iguais ( menos o governo)?

Nós somos homens e mulheres, negros e brancos, orientais e ocidentais, loiros e morenos, nós temos ideias e valores diferentes, nós temos desejos e gostos diferentes e sempre será assim (Ou pelo menos devia). Nós temos a obrigação de nos sentir diferente dos outros, afinal, ninguém é igual a ninguém, salvo um tipo gêmeos, que mesmo assim a semelhança é somente no físico. Por que então devemos mentir para a nossa sociedade criando uma cultura de seres iguais?

O grande aprendizado nisso tudo é saber conviver com as diferenças, isto é democracia, isso é cidadania, isso é educação e respeito.

 

Ao impor uma Lei dessa, estamos a atrasar-nos em relação ao desenvolvimento no convívio social.

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