O filme baseado na HQ de Alan Moore, Watchmen, de Zack Snyder, nos trás uma reflexão importante e que pode muito bem ser aplicada ao dia-a-dia dos Brasileiros: “quem vigia os vigilantes?”. No caso do Brasil, podemos chamar de vigilantes os integrantes do judiciário, mais especificamente do STF.
 Esse final de semana, uma série de manifestações de rua foram programadas, porém nenhuma delas deu certo. A mídia fica constantemente se indagando o porque da diminuição expressiva da participação da população nas manifestações. Para mim a resposta é simples: a insuficiencia do STF para a sociedade.
  A lava-jato vem sendo guiada por cerca de 3 anos. Já foram decretados mais de mil anos de prisão, porém nenhum deles julgados pelo STF. Infelizmente é este o único foro no país que tem autoridade para julgar políticos, portanto se ele não julga, os políticos saem impunes. Eles impunes podem fazer as leis que bem entenderem e roubar o quanto quiserem, distanciando assim, Brasília do resto do país e tirando a esperança das pessoas por mudanças.
  Além do mais isso causa um problema central na democracia e república como um todo. Se a mais alta corte do país não é honesta, em quem vai se confiar? Como pode-se exercer democracia e governo em um país onde a população não pode confiar em ninguém para salvá-los caso algum problema venha a aparecer. Essa visão vêm se intensificando com a demora para o julgamento de políticos, somado ao audio do jucá que fala sobre um “acordão com o Supremo”, somado ao fato de ser noticiado diariamente a reunião do ministro Gilmar Mendes com o Presidente e seus ministros, sendo a chapa dele alvo de processo no tribunal.
   E o problema reside aí, quem você pode colocar para fiscalizar a corte num governo corrupto? Porque inicialmente o presidente e o parlamento que devem conter os excessos do judiciário, e este deve conter os excessos dos outros, mas não, no Brasil temos um Montesquieu às avessas, onde ao invés de todos fiscalizarem uns aos outros, ninguém fiscaliza ninguém, virando a famosa “suruba do jucá”. 



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